|
|
|
Milamarian
Na Palma De Tua Mão
Na palma de tua mão recolheste meus fragmentos pedaços de minha alma definhando em tormento acolhendo junto ao teu, meu despedaçado coração, que há muito padecia na mais triste solidão.
Despregando do negro lodo, tão inerte vida rastejante as entranhas em chuva de carinhos, foram lavadas tua ternura, em gotas, instilada no peito decadente à chama de teu amor, as mágoas de outrora, incendiadas.
À alma dilacerada pelas chagas de um insano amor escorreste em paixão, de teus lábios, o bálsamo quente nas feridas abertas pelos espinhos, semeaste tua flor.
Folhas secas e caídas, sem piedade foram varridas delindo junto à elas, toda a penúria do vazio plangente restando somente, desbastado ramo, entregue em tua vida.
| |
| | |
|
|
Nos bosques, perdido
Nos bosques, perdido, cortei um ramo escuro E aos lábios, sedento, levante seu sussurro: era talvez a voz da chuva chorando, um sino quebrado ou um coração partido. Algo que de tão longe me parecia oculto gravemente, coberto pela terra, um grito ensurdecido por imensos outonos, pela entreaberta e úmida treva das folhas.

Porem ali, despertando dos sonhos do bosque, o ramo de avelã cantou sob minha boca E seu odor errante subiu para o meu entendimento como se, repentinamente, estivessem me procurando as raízes que abandonei, a terra perdida com minha infância, e parei ferido pelo aroma errante.
Não o quero, amada. Para que nada nos prenda para que não nos una nada. Nem a palavra que perfumou tua boca nem o que não disseram as palavras. Nem a festa de amor que não tivemos nem teus soluços junto à janela...
(Pablo Neruda)
Fondo©2008okkidafata© | | | | | | | | | |
|
"Os espelhos são usados para ver o rosto; a arte para ver a alma."
George Barnard Shaw
This webset page was assembled on Tuesday February 19, 2008 by budgirl with graphics from the public domain using one of the many auto-scripters available at Chat_Central_Gateway All rights reserved KENDOC 2005 | | | | |
|
Sem ar
Meus pés não tocam mais o chão Meus olhos não veêm minha direção Da minha boca saem coisas sem sentido Você era meu farol e hoje estou perdido O sofrimento vem à noite sem pudor Somente o sonho ameniza minha dor Mas e depois? E quando o dia clarear? Quero viver do teu sorriso teu olhar Eu corro pro mar pra não lembrar você E o vento me traz o que eu quero esquecer Entre os soluços do meu choro eu tento te explicar Nos teus braços é o meu lugar Contemplando as estrelas minha solidão Aperta forte o peito é mais que uma emoção Esqueci do meu orgulho pra você voltar Permaneço sem amor, sem luz, sem ar Perdi o jogo e tive que te ver partir E a minha alma sem motivo pra existir Já não suporto esse vazio quero me entregar Ter você pra nunca mais nos separar Você é o encaixe perfeito do meu coração O teu sorriso é chama da minha paixão Mas é fria a madrugada sem você aqui Só com você no pensamento Eu corro pro mar pra não lembrar você E o vento me traz o que eu quero esquecer Entre os soluços do meu choro eu tento te explicar Nos teus braços é o meu lugar Contemplando as estrelas minha solidão Aperta forte o peito é mais que uma emoção Esqueci do meu orgulho pra você voltar Permaneço sem amor, sem luz... Meu ar, meu chão é você Mesmo quando fecho os olhos Posso te ver Eu corro pro mar pra não lembrar você E o vento me traz o que eu quero esquecer Entre os soluços do meu choro eu tento te explicar Nos seus braços é o meu lugar Contemplando as estrelas minha solidão Aperta forte o peito é mais que uma emoção Esqueci do meu orgulho pra você voltar Permaneço sem amor, sem luz, sem ar.
"""As vezes precisamos desabafar o que sentimos e deixamos o orgulho de lado para sermos felizes"""
Alessandra S.Santos
| | | | | |
|
A ROSA DO POETA Milamarian
Que se denota nas cordas do alaúde
toldando as duas encostas das colinas
e o perfume exale da mulher-menina
ascendendo o vergel, em plenitude.
Rosa...orvalhe assim meu triste véu
amanheça a gota em castanhos favos
e me floresça com o néctar imaculado
pois só ele deitará ao chão este mantel.
Regresse dele tua pétala em mim sagrada
pincelando o arco de outrora nos outeiros
c'os suaves matizes nesta minha invernada,
e exalte então, a melodia deste cálice de amor!
Revelando à esfera, a dama e o cavalheiro
imortalizados na aliança do poente e do alvor.
| | | | | | | | | | | |
|
|
|
|
|
|
|